29 de setembro de 2013

Música de Elevador.

Quanta insensatez num pedido perdido há quatro anos,
com lábios mordidos e dois ou três apelidos.
No meio de cicatrizes que agora se apagam,
de feridas passadas que eu mesmo inventei.

Seus olhos semi-cerrados,
sempre um pouco desconfiados,
dos quais, iguais, eu jamais encontrei.
Falando do meu cabelo bagunçado com sotaque engraçado,
reclamando dos meus cigarros e
pensando que eu levo a vida de um jeito errado.

Já levei. Você sabe e eu sei.
Mas trama sem drama jamais escutei.

Só que agora a história é outra, meu bem,
é sua pele na minha num dia gelado,
jogados num sofá num fim de feriado.
É como diz aquela música de amor,
que outro dia ouvi num elevador:
"sem caber de imaginar, até o fim raiar"

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