8 de maio de 2014
Litost
Tudo que jaz na minha cabeça, tudo que eu fiz, bebi e quebrei,
Toda a dor que um dia eu causei, nada, nunca vai ser suficiente.
As madrugadas em claro em bares vazios, todo grito nos becos escuros e frios,
as garrafas quebradas em brigas em vão, nada nunca vai ser suficiente.
A doença nas palavras que eu escrevia, cada frase borrada repleta de dor,
o fel que eu cuspia de tanto rancor, nada nunca vai ser suficiente.
O choro abafado no travesseiro, todo o mau queimado com o isqueiro,
toda a tristeza que um dia eu já senti, nada, nunca vai ser suficiente,
pra dizer o quanto doeu em mim a dor que eu fiz em você.
Meu bem, hoje o dia tá cheio de dor, só quero ir me esconder debaixo do seu cobertor,
e te provar que apesar do tropeço desse perdedor,
é só seu, todo meu amor.
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