10 de dezembro de 2014

80 ou 80

Tudo que eu faço é com a alma. É até o fim. É até o último suspiro.
Eu amo ou eu odeio. Não falo meias palavras, não gosto de mais ou menos.

Não sofro pela metade e não finjo que eu não entendi.
Ou tomo um porre ou não bebo.
Eu troco o certo pelo duvidoso sempre que posso e atiro no escuro sempre que dá vontade.

Só não aceito me medir, não me permito castrar meus sentimentos nem podar os meus desejos.
Sou fogo demais pra fingir de fagulha.

Não escondo minha felicidade nem disfarço meu desespero.
Tudo que dói me mata, só pra ter o prazer de viver outra vez.

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