10 de abril de 2017
Findociclo
Não sei em qual categoria de clichê eu faria a inserção da ideia que a vida é um incessante abrir e fechar de ciclo, mas como nunca vi problema em corroborar com o senso comum, insira onde soar melhor.
Hoje meu mundo encerra uma volta de três anos.
O que é irrelevante para o movimento de translação da terra é um novo início de tudo pra mim.
Das coisas que levo algumas gravei na pele, outras finjo que esqueci.
Começo a experimentar a nostalgia de uma memória fresca de um passado que eu ainda transpiro. Reconstituo o gosto de cada segunda amarga e sexta de glória, de cada raiva engolida e das diversas frações em que eu fui feliz imensamente e agradeço.
Cheguei barco de papel e saio canoa de madeira.
Talvez não seja a melhor analogia pras coisas que eu aprendi, mas agora é a que faz mais sentido.
A cada pessoa que me acompanhou ou passou pelo meu caminho, cada lugar que eu estive e tudo que eu escrevi, bebi e amei, vira um pacote só que agora vai guardado no meu barco de fé enquanto eu remo num novo mar de incertezas.
Todo ciclo tem um fim, todo fim é um começo.
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